domingo, 6 de abril de 2014

EXPRESSÃO ((Lígia Marques))



De vontade desejei um abraço. Esqueci.
Quis o tempo voltar, mas não vivi
Entre qualidades e desejos, um dia adormeci...
O rumo contou minha história...
Ponto sem nó. Acho que existi.

Prometi não mais chorar ou falar de tristeza
Quem disse que obedeci?
Tenho um amor controlado!
Muito engraçado, sobre “um telhado!
Mito de amor e fim!

Escrever em linhas brochas
é um dom que me faz gentil...
Subir na goiabeira morta
galhos secos a mostra
infância que não esqueci.

Sou menina, mãe mulher, quase avó
Quem dera, “a aprendiz”
Vou vivendo a vida no prefácio
na alquimia dos meus passos
o meu nome é “Flor de Liz”.

24-02-2014

domingo, 16 de fevereiro de 2014

FALSA LIBERDADE... ((Lígia Marques))



A casa desarrumada, as tantas coisas espalhadas pelo chão...
Uma parede sem retratos, a poeira entranhada,
A visita dos netos e filhos, derradeira doce ilusão.

 
O preço da liberdade fortalece a rocha da alquimia
Solteiro, hora casado, um sonho de inverdades
Questionar não pode, fortalece então as saídas.

 
O teto se desfaz,  o fim de semana,  mulher virtual e bebidas...
A prática do proibido, sensação de poder  que satisfaz
Quem diria, homem bom,  esconde a Vida!

 
La no coração a entrada de um que te esmera e lança..
Espreita “aves, Tantas e lobos ”.... Cuidado com a estrada!
Quem ronda espera, quem espera sempre alcança.

 
Hoje existe falsa alegria das muitas oportunidades
Amanhã a solidão apavora  com maestria
Não se engane quanto a liberdade estamos em dunas da igualdade

 Lígia Marques
07- 12- 2013